Megaoperação Federal Desvenda Esquema de Milhões com Eletrônicos Ilegais e Notas Falsas, com Foco no Paraná

Uma complexa rede criminosa especializada na venda de eletrônicos importados ilegalmente do Paraguai, utilizando notas fiscais falsas em grandes plataformas digitais, foi desarticulada nesta terça-feira (8) em uma operação conjunta da Receita Federal e da Polícia Federal. A ação, de grande relevância nacional, teve um foco significativo no Paraná, onde ocorreram buscas em Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e Céu Azul, além de abranger outros cinco estados brasileiros.

A investigação revelou que o grupo operava como uma "empresa ilegal" altamente estruturada, movimentando milhões de reais entre 2020 e 2024. Os criminosos utilizavam principalmente marketplaces como Mercado Livre, Shopee e Magazine Luiza para comercializar produtos variados, incluindo celulares, discos rígidos, robôs aspiradores e equipamentos de ar-condicionado portáteis, sem o devido pagamento de impostos. As empresas citadas, por sua vez, afirmaram auxiliar as autoridades ou exigir a emissão de notas fiscais de seus vendedores.

O esquema contava com uma divisão clara de funções, abrangendo desde a aquisição dos produtos no Paraguai pelo "grupo de compras", passando pelo transporte irregular das mercadorias com o auxílio de batedores e olheiros, até a sua "legalização" fraudulenta. Para isso, eram empregadas centenas de empresas de fachada e mais de 40 pessoas físicas, incluindo "laranjas", que cediam identidades para a abertura de contas bancárias e empresas, dificultando o rastreamento do dinheiro e efetivando a lavagem de capitais.

A operação resultou na prisão de 20 suspeitos e no cumprimento de 32 mandados de busca e apreensão. Além das cidades paranaenses, a ação se estendeu por Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pernambuco, evidenciando a capilaridade da organização criminosa. A pena para o crime de descaminho, caracterizado pela importação e venda de produtos sem o recolhimento de impostos, varia de um a quatro anos de prisão, somando-se ainda as penalidades por lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Fonte: https://g1.globo.com

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