UFPR Investiga Graves Ameaças de Violência Sexual Contra Estudante de Medicina no Paraná

A Universidade Federal do Paraná (UFPR), uma das principais instituições de ensino superior do estado, deu início a uma investigação interna para apurar denúncias de ameaças de violência sexual direcionadas a uma estudante do curso de Medicina. O inquérito busca determinar se os responsáveis pelas intimidações são alunos da própria universidade, uma situação que, se confirmada, poderá acarretar sérias sanções disciplinares.

As graves acusações vieram à tona por meio de uma denúncia feita pelo Diretório Acadêmico de Medicina Nilo Cairo (DANC). Segundo a organização estudantil, a aluna estaria sendo alvo de perseguição e abordagens via aplicativos de mensagens, com o conteúdo revelando um suposto plano de ataque e até mesmo a criação de um 'bolão' para apostar em quem conseguiria violentar a vítima e outras mulheres na instituição. Após tomar conhecimento dos fatos, a UFPR agiu prontamente, oferecendo acolhimento, atendimento psicológico e suporte jurídico à estudante, seguindo as diretrizes internas para proteção de vítimas de violência.

Em caso de identificação e comprovação de que o autor das ameaças é um membro da comunidade universitária, a Corregedoria da UFPR poderá instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), com a possibilidade de suspensão ou até mesmo exclusão do envolvido. Conforme Rodrigo Kanayama, assessor jurídico da Reitoria, a universidade lida com este como um caso pontual, direcionado a uma estudante específica, e a apuração está em andamento para definir se a autoria é interna ou externa à instituição, mantendo o processo em sigilo.

Paralelamente à investigação universitária, a Polícia Civil do Paraná também abriu um inquérito para apurar as ameaças. A UFPR orienta que, em caso de novas ocorrências, os estudantes procurem imediatamente a ouvidoria da universidade, munidos de evidências. A Polícia Civil, por sua vez, recomenda que eventuais outras vítimas ou testemunhas compareçam à Delegacia da Mulher da Capital ou entrem em contato para agendamento de oitivas, reforçando o compromisso das autoridades com a segurança de todos na comunidade acadêmica e no estado.

Fonte: https://g1.globo.com

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