Projeto Brasileiro de Terras Raras em Minas Gerais Ganha Reforço Estratégico Europeu

O Projeto Araxá, de terras raras em Minas Gerais, administrado pela mineradora australiana St George Mining, firmou uma parceria estratégica internacional. A empresa anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a espanhola Técnicas Reunidas, um grupo global de engenharia que coordena o PERMANET, uma iniciativa da União Europeia focada na criação da primeira cadeia de valor do continente para a produção de ímãs permanentes. Esta colaboração visa desenvolver o processamento de terras raras no Brasil, com impacto direto na economia nacional e na posição do país no cenário global de minerais críticos.

A parceria prevê a realização de testes de processamento com amostras das terras raras de Araxá, com o objetivo de definir a rota industrial mais adequada e os produtos de maior valor agregado ao longo da cadeia produtiva. A avaliação busca alternativas que vão desde concentrados até óxidos separados de neodímio e praseodímio, elementos essenciais para a fabricação de ímãs permanentes de alto desempenho. Essa definição é crucial para o valor do projeto, o perfil dos compradores e a inserção do empreendimento em cadeias estratégicas fora da dependência chinesa.

A entrada da Técnicas Reunidas, escolhida pela Comissão Europeia para coordenar o PERMANET, reforça a exposição internacional do projeto mineiro. O movimento está alinhado à estratégia brasileira de ampliar a agregação de valor dos minerais críticos em território nacional, um discurso defendido pelo governo federal. A produção de um composto misto já representa um avanço industrial significativo, enquanto a separação de óxidos individuais, etapa mais sofisticada, gera insumos vitais para setores como veículos elétricos, turbinas eólicas, eletrônicos e defesa, fortalecendo a economia nacional.

Esta articulação europeia soma-se a outras parcerias já em andamento. O Projeto Araxá já negocia com a americana REalloys para um possível contrato de compra futura da produção e participa da iniciativa nacional MagBras, que busca desenvolver a cadeia de ímãs permanentes de terras raras no Brasil, com apoio do SENAI e BNDES. Com isso, o projeto em Minas Gerais consolida um apoio internacional e nacional robusto, posicionando-o estrategicamente no mercado global de terras raras e contribuindo para a independência tecnológica e econômica do país.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

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