Tensão Geopolítica: Irã Acusa Trump de Declarações Falsas em Meio a Impasse no Estreito de Ormuz

A escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã intensifica-se com trocas de acusações sobre o estratégico Estreito de Ormuz. Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, utilizou o X (antigo Twitter) para criticar duramente o ex-presidente Donald Trump, alegando que o líder americano fez "sete declarações falsas em uma hora" durante recentes publicações e entrevistas. A disputa central gira em torno do bloqueio naval dos EUA na vital rota marítima, essencial para o transporte global de petróleo.

Donald Trump, por sua vez, havia afirmado que o bloqueio militar norte-americano, em vigor desde o início da semana, persistiria mesmo após o Irã anunciar a reabertura completa da rota. Em sua rede Truth Social, o ex-presidente declarou que as tropas só seriam retiradas após as negociações com Teerã estarem "100% concluídas", embora tenha paradoxalmente afirmado que o estreito "está completamente aberto e pronto para negócios e livre tráfego". Autoridades iranianas, como a agência Fars, classificaram a decisão americana como uma "chantagem".

Em resposta direta, Ghalibaf rebateu as afirmações de Trump, declarando que os Estados Unidos não venceriam a situação com "essas mentiras" e não teriam sucesso nas negociações. Ele acrescentou um alerta contundente: se o bloqueio naval americano continuar, o Estreito de Ormuz "não permanecerá aberto". Esta postura alinha-se a ameaças anteriores do Irã de fechar a passagem em retaliação a ações percebidas como agressivas pelos EUA.

O Estreito de Ormuz é uma das principais artérias para o transporte de petróleo e gás no mundo, sendo responsável por cerca de 20% de todo o consumo global. A interrupção ou incerteza em torno de sua operação tem causado a disparada nos preços da commodity no mercado mundial, impactando significativamente a economia nacional brasileira e global. A complexidade da situação é agravada pelo alerta da Marinha americana sobre a presença de minas na área, mesmo com o Irã indicando a retomada da circulação e os EUA alegando trabalhar na remoção dos artefatos. Negociações por um acordo de paz entre os dois países estão sendo mediadas pelo Paquistão, enquanto líderes europeus também se reúnem para debater o cenário sem a presença dos Estados Unidos.

Fonte: https://g1.globo.com

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