Ponta Grossa (PR): Projeto de Lei Busca Reduzir Salário de Vereadores ao Mínimo Nacional

Um projeto de lei (PL) de iniciativa do vereador Paulo Balansin (União Brasil) propõe uma alteração significativa nos vencimentos dos vereadores de Ponta Grossa, no interior do Paraná. A proposta visa fixar os subsídios dos parlamentares eleitos para o mandato de 2029 em diante no valor do salário mínimo nacional. A medida, se aprovada, representaria uma redução de mais de seis vezes nos atuais salários, que recentemente foram reajustados para R$ 10.842,74 mensais, além de auxílio-alimentação.

Atualmente, os vereadores de Ponta Grossa recebem um subsídio bruto que supera os dez mil reais. Caso o PL seja implementado para a próxima legislatura, os vencimentos seriam equivalentes ao salário mínimo vigente, hoje em R$ 1.621. Este cenário contrasta com o recente aumento salarial aprovado pelos próprios vereadores em maio, onde 13 parlamentares votaram a favor do reajuste, incluindo o proponente do PL, Paulo Balansin, e 5 foram contrários.

Para que o projeto entre em tramitação oficial na Câmara Municipal, são necessárias as assinaturas de sete vereadores. Até o momento, a proposta conta com o apoio de seis parlamentares, incluindo o autor, além de Enfermeira Marisleidy (Democrata), Fábio Silva (Republicanos), Joce Canto (PP), Leo Farmacêutico (União) e Ricardo Zampieri (PL). Além da equiparação salarial, o PL também prevê descontos nos vencimentos para vereadores que faltarem às sessões ordinárias sem justificativa.

Em sua justificativa, o vereador Balansin argumenta que a proposição busca promover a diminuição dos subsídios dos parlamentares, respeitando o princípio da anterioridade que permite ao Poder Legislativo fixar os valores para a legislatura subsequente. O debate sobre os salários na Câmara de Ponta Grossa não é novo, tendo havido tentativas anteriores de reajustes substanciais que foram barradas pela Justiça. Este novo projeto reacende a discussão sobre a remuneração do legislativo municipal em Ponta Grossa, Paraná.

Fonte: https://g1.globo.com

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