Polícia Federal intensifica fiscalização contra preços abusivos em postos de combustíveis no Paraná

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma ampla operação de fiscalização em postos de combustíveis por todo o Paraná nesta sexta-feira (27), visando coibir a prática de preços abusivos. A ação, batizada de "Vem Diesel", integra uma força-tarefa de alcance nacional que busca combater aumentos injustificados e condutas anticompetitivas no mercado de combustíveis, em um cenário de preocupação com a inflação e o impacto de eventos geopolíticos, como o conflito no Oriente Médio. A notícia tem grande relevância para o estado do Paraná, inserida em um contexto econômico de alcance nacional.

A operação conjunta envolve a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Além do Paraná, a fiscalização se estende por outros 10 estados e o Distrito Federal, focando na identificação de elevações sem justa causa, fixação de valores entre concorrentes e outras ações que possam prejudicar o consumidor. Os casos de irregularidades detectados serão objeto de investigação e os responsáveis, devidamente punidos.

No contexto paranaense, a medida da PF se soma a outras iniciativas de proteção ao consumidor. Recentemente, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) e o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-PR) já haviam notificado postos no estado, diante de reportagens que indicavam preços elevados. Dados do aplicativo Menor Preço PR mostram que o diesel chegou a ser comercializado a R$ 7,59, a gasolina a R$ 7,19 e o etanol a R$ 5,19, evidenciando a pressão sobre os bolsos dos consumidores locais.

A mobilização ocorre em um período em que análises apontam para um aumento nas margens de lucro de distribuidoras e postos, mesmo após o governo federal anunciar diversas ações para mitigar os efeitos da alta do petróleo e da guerra no Oriente Médio. Tais medidas incluíram a isenção de impostos federais sobre o diesel, elevação do imposto de exportação do petróleo e incentivos financeiros. Contudo, levantamentos como o do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) indicam que as margens de lucro sobre diesel e gasolina cresceram em média mais de 30% desde o início do conflito, levantando questionamentos sobre o repasse efetivo dessas políticas ao consumidor final e a necessidade de medidas mais eficazes para garantir a livre concorrência.

Fonte: https://g1.globo.com

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