Morte de Cão Comunitário em Castro: PM do Paraná É Investigado Após Disparo; Delegado Aponta ‘Estado de Necessidade’

A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) está à frente da investigação que apura a morte de um cão comunitário, baleado por um policial militar de folga nas proximidades da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Castro, nos Campos Gerais do Paraná. O incidente, ocorrido na última sexta-feira (24), não resultou na prisão em flagrante do PM, cuja identidade não foi revelada, após o delegado plantonista interpretar a situação como um "risco iminente de ataque" do animal. A notícia é de relevância para o estado do Paraná, destacando um caso que gera debate sobre a conduta policial e o bem-estar animal na região.

Em nota oficial divulgada nesta segunda-feira (27), o delegado Marcondes Ribeiro esclareceu que a autoridade policial de plantão reconheceu preliminarmente a incidência de "estado de necessidade", previsto no Código Penal. Segundo o entendimento, o policial agiu para resguardar sua integridade física, sendo surpreendido e cercado de forma agressiva por três cães de grande porte, que habitualmente permaneciam no acesso principal da UPA. O PM teria tentado repelir os animais por meios não letais, como recuar e emitir comandos de voz, antes de efetuar um único disparo para neutralizar a investida.

Fontes ligadas à investigação e à comunidade, contudo, trazem uma perspectiva diferente sobre o comportamento dos animais. Moradores da região afirmam que os cães eram cuidados e não possuíam histórico de agressividade, sendo o animal abatido, inclusive, castrado e vacinado. Por outro lado, o delegado Ribeiro aponta que a presença desses animais na entrada da UPA já havia sido objeto de notificações prévias à Prefeitura Municipal, com registros de boletim de ocorrência por ataques a pacientes no mesmo local, adicionando complexidade ao cenário.

A Polícia Militar do Paraná (PM-PR) também se manifestou, corroborando que o disparo foi efetuado após o policial, que estava de folga, ser "investido" pelos cães. A corporação informou que as equipes do 1º Batalhão realizaram os procedimentos cabíveis, acionaram o Centro de Controle de Zoonoses e encaminharam a documentação à Polícia Civil. O caso segue sob investigação, e a PC-PR garantiu que diligências complementares, como a oitiva de novas testemunhas e a análise de imagens de monitoramento, serão realizadas para a total elucidação dos fatos.

Fonte: https://g1.globo.com

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