O Senado dos Estados Unidos está próximo de confirmar Daniel Perez como seu próximo embaixador no Brasil, mas a posse do diplomata republicano depende crucialmente do agrément, o aval formal do governo brasileiro. Esta situação é de relevância nacional, pois a decisão do governo Lula impactará diretamente as relações bilaterais entre os dois países em um momento de aparente deterioração diplomática.
O processo, que tradicionalmente é discreto e reservado, gerou incômodo no Itamaraty devido ao anúncio antecipado de Perez por Donald Trump, antes mesmo de Washington encaminhar o pedido formal de consentimento do Brasil. Essa quebra de protocolo diplomático, previsto na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, é interpretada por Brasília como uma pressão política e adiciona complexidade à análise do governo brasileiro, que não estabeleceu um prazo para sua resposta.
O agrément é um consentimento essencial que permite ao país receptor aceitar ou recusar um embaixador sem a necessidade de justificar a decisão, refletindo a soberania do Estado. Especialistas em relações internacionais apontam que um silêncio prolongado do Brasil pode ser interpretado diplomaticamente como uma recusa tácita, o que levaria os Estados Unidos a retirar a indicação e apresentar um novo nome para a embaixada em Brasília.
Daniel Perez é um político republicano da Flórida, conhecido por sua proximidade com Donald Trump e com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Durante sua sabatina no Senado dos EUA, Perez destacou como prioridades para a relação com o Brasil temas como segurança, comércio e minerais críticos, além do combate a organizações criminosas transnacionais e a disputa por influência de potências externas na região latino-americana.
Fonte: https://www.metropoles.com



