O município de Irati, no Paraná, foi selecionado como uma das seis localidades estratégicas no país para a fase de testes do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola (Cafa) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta etapa preliminar, de grande relevância para o agronegócio nacional, visa identificar e superar possíveis desafios na metodologia e na aplicação de tecnologia que os recenseadores enfrentarão durante o levantamento oficial, previsto para ter início em junho de 2025.
A escolha de Irati, assim como de outras cidades de diferentes regiões, como Viamão (RS), Barcarena (PA), Uruçuí (PI), Rio Verde (GO) e Corumbá (MS), reflete a busca do IBGE por ambientes de produção complexos e singulares. No caso específico do Paraná, Irati foi incluída devido à prevalência do sistema faxinal, caracterizado por áreas de uso comum onde produtores criam rebanhos soltos e compartilham lavouras de subsistência, além de práticas de extrativismo florestal de baixo impacto.
Segundo Jorge Mryzcka, supervisor das Pesquisas Agropecuárias e coordenador técnico do Censo Agropecuário no Paraná, testar a identificação e o registro de dados nessas situações diferenciadas é crucial para a precisão do censo. A compreensão da diversidade da produção rural brasileira, desde modelos tradicionais até os mais convencionais, é essencial para gerar informações fidedignas que subsidiem o desenvolvimento de políticas públicas eficazes para todo o setor agrícola do país.
Apesar da manutenção de modos tradicionais de uso da terra em parte de seu território, Irati demonstra uma notável força econômica no campo. O município integra o grupo de elite do Paraná, o “Clube do Bilhão”, em termos de Valor Bruto de Produção, com destaque para culturas como soja, tabaco, feijão e cebola. A prova piloto atual, que se estende até o fim desta semana, foca em aprimorar o uso da tecnologia em diversas áreas, preparando o terreno para o censo experimental em dezembro e, posteriormente, a coleta oficial em 2025.



