Uma greve de trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) paralisa nesta terça-feira três linhas importantes do sistema de transporte da Grande São Paulo, gerando transtornos significativos para milhões de passageiros na maior metrópole do país. Em resposta à situação, que impacta a economia e a mobilidade urbana em um dos centros financeiros mais relevantes do Brasil, o rodízio municipal de veículos na capital paulista foi suspenso para aliviar o tráfego.
As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que inclui o serviço Expresso Aeroporto, tiveram suas operações interrompidas. Essa paralisação afeta diretamente a Zona Leste de São Paulo e municípios da região metropolitana, como Guarulhos, Ferraz de Vasconcelos, Poá, Itaquaquecetuba, Suzano e Mogi das Cruzes. Em contrapartida, as demais linhas de trem da CPTM (7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa), bem como as linhas do Metrô e Monotrilho, operam normalmente, buscando absorver parte da demanda de passageiros.
O movimento grevista, conforme declarado por Luiz Barbosa Neto Júnior, diretor-executivo do sindicato da categoria, tem como pautas principais a oposição à privatização das linhas de transporte e a garantia de empregos para os funcionários. Diante do cenário de paralisação, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a manutenção de um efetivo mínimo de 80% nos horários de pico e de 60% nos demais períodos, visando mitigar os impactos à população usuária do transporte público.


