A deriva na pulverização agrícola representa um desafio muitas vezes subestimado, mas com potencial significativo para impactar negativamente o agronegócio brasileiro. Este fenômeno, caracterizado pelo desvio dos produtos aplicados do seu alvo desejado, acarreta em elevação de custos operacionais, diminuição da eficácia do manejo fitossanitário e ampliação de riscos ambientais e de saúde. A avaliação é de Marcelo Hilário, renomado pesquisador em Agronomia e responsável técnico da Sell Agro, que ressalta a dificuldade em perceber esse desperdício no dia a dia do campo.
A natureza insidiosa da deriva dificulta sua identificação imediata pelos produtores rurais, transformando-a em uma fonte silenciosa de perdas. Ao não atingir o alvo desejado, os defensivos perdem parte de sua ação protetora, exigindo, em muitos casos, novas aplicações ou o uso de maiores doses para compensar a ineficiência. Esse ciclo não só onera o produtor com gastos adicionais em produtos e combustível, mas também compromete o calendário de manejo, a sanidade das lavouras e, consequentemente, a produtividade.
A questão da deriva extrapola os limites de uma fazenda individual, configurando-se como um tema de relevância nacional para o setor de agronegócio. A otimização das técnicas de aplicação é crucial para a sustentabilidade da produção agrícola brasileira, uma vez que a redução da deriva contribui para a minimização do impacto ambiental, a segurança alimentar e o uso racional de recursos. Investir em tecnologias e práticas que mitiguem este problema significa fortalecer a competitividade do Brasil no cenário agropecuário global, promovendo uma agricultura mais eficiente e consciente.
Fonte: https://www.agrolink.com.br



