Chuva em Londrina Supera o Dobro da Média Histórica em Abril, Aponta Simepar

O último mês de abril foi marcado por um volume excepcional de chuvas em Londrina, no norte do Paraná, onde as precipitações mais que dobraram a média histórica para o período. O município registrou um acumulado de 211mm, contrastando fortemente com o padrão de 91,9mm. Este cenário de chuvas intensas se estendeu por diversas outras cidades do estado, conforme monitoramento do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), destacando a complexidade climática que afetou a região.

Inicialmente, grande parte do mês foi influenciada por um bloqueio atmosférico que impediu a passagem de frentes frias pelo Paraná. Essa condição meteorológica resultou em longos períodos sem chuva, especialmente em cidades como Santo Antônio da Platina e Curitiba, que não registravam volumes significativos de precipitação há semanas ou meses. Contudo, a ausência de chuva persistente foi quebrada por eventos isolados de alta intensidade.

A situação climática se transformou radicalmente nos últimos dias de abril. A chegada de uma frente fria, combinada com a atuação de um cavado meteorológico, trouxe volumes expressivos de chuva para grande parte do estado. Além das intensas precipitações, o fenômeno foi acompanhado por uma queda acentuada nas temperaturas e até mesmo registros de geadas no extremo sul paranaense, como em Palmas, Mariópolis, General Carneiro e Clevelândia. Em diversas estações do Simepar, o mês de abril de 2026 marcou o maior volume acumulado de chuva em um único dia do ano.

Cidades como Toledo, Cruzeiro do Iguaçu, Laranjeiras do Sul e o Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, ultrapassaram os 100 mm de chuva em apenas um dia. O período também foi caracterizado por outros eventos extremos, como uma nuvem funil em Cascavel e ventos fortes que superaram os 60 km/h em vários municípios, chegando a 80 km/h em Santa Maria do Oeste, refletindo a dinâmica e a severidade dos fenômenos meteorológicos que impactaram o território paranaense.

Fonte: https://www.folhadelondrina.com.br

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