Chacina em Sarandi: Polícia Conclui que Família Foi Morta por Engano em Disputa de Tráfico

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu que a família brutalmente assassinada em uma chacina ocorrida em Sarandi, no norte do estado, foi morta por engano. O crime, registrado na noite de 22 de maio em um bar da cidade, vitimou Jéssica de Jesus Hass, de 32 anos, seu marido Rafael Moreira do Amaral, de 37 anos, e o primo adolescente de Rafael, Matheus Souza do Amaral, de 15 anos. As investigações apontam que o triplo homicídio foi motivado por uma disputa territorial relacionada ao tráfico de drogas na região.

A Operação "Leviatã" resultou na prisão de Gabriel Vitor Surany, de 25 anos, apontado como o mandante do crime. Ele foi detido em Sarandi e também autuado por tráfico de entorpecentes, após a apreensão de mais de 11 quilos de maconha, cerca de um quilo de cocaína e mais de 3 mil comprimidos de ecstasy em endereços ligados a ele. O suposto atirador, Jhonatan Sales dos Santos, de 32 anos, permanece foragido, enquanto Paulo Rogério Aparecido Surany, de 36 anos, suspeito de auxiliar Jhonatan na logística, já havia sido preso preventivamente pela polícia do Paraná.

Conforme a PCPR, o atirador teria se equivocado ao atingir as vítimas, que, segundo a polícia, não possuíam antecedentes criminais. Matheus Souza do Amaral, além de primo de Rafael, era filho do proprietário do bar onde o ataque ocorreu. Os dois adultos faleceram no local, enquanto o adolescente Matheus, socorrido ao Hospital Universitário de Maringá, não resistiu aos ferimentos. Câmeras de segurança registraram o momento em que o atirador surpreendeu as pessoas sentadas em frente ao estabelecimento, fugindo em seguida.

O delegado da PCPR, José Pacheco, enfatizou que a Operação Leviatã representa uma resposta incisiva do Estado à comunidade e à memória das vítimas. “O principal mandante e o responsável pela logística já estão atrás das grades, e as diligências continuam ininterruptas para capturar o atirador que permanece foragido”, declarou Pacheco. Os detidos responderão por homicídio qualificado e tráfico ilícito de entorpecentes, e a busca pelo executor do crime segue em andamento, destacando a relevância do caso para a segurança pública no Paraná.

Fonte: https://g1.globo.com

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