O Banco Central do Brasil (BC) divulgou, em seu Relatório de Política Monetária (RPM) desta quinta-feira (26), a manutenção da projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 2026, fixada em 1,6%. Embora a expectativa do BC esteja ligeiramente abaixo da mediana de 1,84% apontada no último relatório Focus, essa estabilidade reflete uma análise abrangente das perspectivas econômicas para o país, impactando diretamente o cenário econômico nacional.
Apesar da manutenção da projeção geral para o PIB, a autoridade monetária realizou ajustes significativos nas estimativas setoriais e nos componentes da demanda. Para o PIB agropecuário, a previsão subiu de 0,5% para 1,0%. Em contrapartida, o setor industrial teve sua estimativa revisada para baixo, de 1,9% para 1,2%, enquanto o setor de serviços apresentou um leve aumento, passando de 1,6% para 1,7%.
Pelo lado da demanda, houve revisões nas projeções para o consumo das famílias (de 1,5% para 1,4%) e do governo (de 1,5% para 2,0%). A Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) também foi ajustada para baixo, de 1,0% para 0,5%, ao passo que as exportações tiveram sua previsão elevada de 2,0% para 2,5%. A estimativa para as importações, contudo, permaneceu inalterada em 1,0%.
O Banco Central justificou a estabilidade da projeção de crescimento anual, destacando o resultado do quarto trimestre de 2025 próximo ao esperado e a expectativa de uma expansão trimestral moderada ao longo de 2026. Esse cenário é condicionado por uma política monetária em campo restritivo, um baixo nível de ociosidade dos fatores de produção, a perspectiva de desaceleração da economia global e a ausência do forte impulso agropecuário observado em 2025. O relatório também ressalta que o cenário incorpora os efeitos de medidas governamentais recentes, como o aumento real do salário mínimo e as mudanças no Imposto de Renda, que podem sustentar a demanda doméstica em todo o Brasil.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br



