O Banco Mundial divulgou um relatório nesta terça-feira (17) alertando que países em desenvolvimento, ao buscarem agressivamente políticas industriais para impulsionar suas economias, dependem excessivamente de ferramentas ineficazes como tarifas e subsídios. Esta análise possui **relevância nacional** para o Brasil, um país em desenvolvimento que enfrenta desafios semelhantes na formulação de suas estratégias de crescimento e industrialização.
Apesar do reconhecimento crescente da importância da política industrial – com 80% dos economistas do Banco Mundial indicando que governos clientes buscaram orientação sobre o tema –, o estudo aponta que a implementação falha devido à escolha de instrumentos pouco precisos. O documento marca uma revisão na postura do Banco Mundial, que há três décadas considerava a política industrial um 'fracasso dispendioso', mas agora reconhece seu potencial, desde que aplicada corretamente.
As economias em desenvolvimento aplicam políticas industriais de forma mais intensa que as nações ricas, mirando em média 13 setores para o crescimento, o dobro dos países de alta renda. No entanto, o economista-chefe Indermit Gill ressaltou que os governos frequentemente recorrem a tarifas contundentes e subsídios abrangentes, em vez de ferramentas mais focadas e eficazes como parques industriais ou programas de desenvolvimento de competências, que poderiam gerar resultados mais sustentáveis.
O relatório destaca que economias de baixa renda impõem taxas tarifárias médias de 12% sobre importações, comparado a 5% em países de alta renda. Embora as tarifas possam, em teoria, proteger novos setores, muitos países mais pobres carecem da capacidade estatal e flexibilidade fiscal para absorver os custos associados. O Banco Mundial conclui que uma 'abordagem mais pragmática e precisa' é fundamental para que as nações em desenvolvimento alcancem seus objetivos de crescimento e industrialização.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br



