A maior petroleira do mundo, Saudi Aramco, emitiu um alerta significativo sobre o cenário energético global, revelando que os últimos dois meses resultaram na perda de aproximadamente 1 bilhão de barris de petróleo. O presidente-executivo da companhia, Amin Nasser, enfatizou que os mercados de energia enfrentarão um longo período de instabilidade para se recuperarem, mesmo que os fluxos sejam restabelecidos. Esta situação, impulsionada por conflitos no Oriente Médio e bloqueios estratégicos, tem um impacto indireto, mas substancial, na economia nacional brasileira, influenciando custos e inflação.
A drástica redução na oferta global é atribuída principalmente às interrupções no transporte marítimo, com o Estreito de Ormuz, uma via essencial, bloqueado pelo Irã, o que elevou os preços e pressionou os suprimentos. Nasser destacou que simplesmente 'reabrir rotas não é o mesmo que normalizar um mercado que foi privado de cerca de um bilhão de barris de petróleo', sublinhando a gravidade da situação e a complexidade de sua reversão.
Diante do cenário desafiador, a Saudi Aramco tem priorizado a manutenção do fluxo de energia. A empresa utilizou o oleoduto Leste-Oeste como uma 'linha vital' para contornar o Estreito de Ormuz, transportando petróleo bruto para o Mar Vermelho e mitigando parcialmente a crise de abastecimento. O executivo também ressaltou que anos de subinvestimento no setor agravaram a pressão sobre os já baixos estoques globais, contribuindo para a fragilidade atual do sistema energético.
Apesar das mudanças nas rotas de escoamento, a Ásia permanece uma prioridade estratégica para a Aramco, sendo considerada essencial para a demanda global. Embora a petroleira tenha reportado um aumento de 25% no lucro líquido do primeiro trimestre, a mensagem de seu CEO foca na necessidade de estabilização do mercado e nos desafios persistentes que o setor global de energia ainda enfrentará nos próximos tempos, repercutindo em diversas cadeias produtivas e economias.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br



