Os Campos Gerais levantam a bandeira por um Senador municipalista

Prefeitos dos Campos Gerais defendem um senador que conheça as cidades, valorize o interior e leve a voz dos municípios ao centro das decisões nacionais.

Na medida em que o xadrez eleitoral de 2026 começa a se formar, cresce entre os prefeitos da região dos Campos Gerais — e também de todo o interior do Paraná — uma demanda legítima e urgente: a eleição de um senador municipalista. Alguém que desça do pedestal de Brasília, calce os sapatos do chão vermelho do Estado e percorra os municípios com atenção verdadeira às demandas locais. Chega de senadores de gabinete, distantes da realidade das prefeituras, que só aparecem de quatro em quatro anos.

Essa reivindicação não é nova, mas nunca foi tão necessária. O Paraná precisa de uma voz no Senado que compreenda a complexidade da gestão municipal, que ajude a construir soluções reais para problemas estruturais enfrentados por quem está na linha de frente da administração pública: os prefeitos. A crise na saúde, os gargalos na mobilidade, a judicialização de políticas públicas, o subfinanciamento crônico de programas federais — tudo isso exige articulação firme em Brasília, mas com olhar municipal.

Nesse contexto, ganha força o nome de Leonaldo Paranhos (PL), atual secretário estadual do Turismo e ex-prefeito de Cascavel. Seu perfil agrada justamente por refletir o que os prefeitos desejam: alguém que conhece a realidade das cidades, que já liderou consórcios intermunicipais, que sabe o peso de fechar folha no fim do mês, que entende o que é correr atrás de emenda parlamentar para uma ambulância, uma creche ou um asfalto.

Paranhos não é um político de palanque, mas de resultado. Sua atuação como gestor municipal sempre foi marcada por pragmatismo e articulação regional. No Turismo, ampliou o diálogo com prefeitos e mostrou que, mesmo em áreas tradicionalmente negligenciadas, é possível fazer mais com menos, desde que haja proximidade com os territórios.

Além disso, o cenário político do Paraná abre espaço para novas lideranças. Ratinho Junior (PSD) já dá sinais claros de que deseja disputar espaço no tabuleiro nacional. Alexandre Curi (PSD), por sua vez, tem se movimentado nos bastidores para ocupar o Palácio Iguaçu. Com isso, o Senado pode — e deve — ser ocupado por alguém que represente o interior profundo do Estado, que fale a linguagem dos municípios e que compreenda que a política pública só se sustenta com diálogo e presença.

Não há mais espaço para senadores que desconhecem a realidade de Castro, Tibagi, Telêmaco Borba, Piraí do Sul ou Ipiranga. O interior do Paraná precisa — e exige — representação ativa, comprometida e verdadeiramente enraizada no chão dos Campos Gerais e do restante do Estado.

A hora é agora. Que o Senado do Paraná tenha, em 2026, uma cadeira ocupada por quem entende o que significa ser municipalista de verdade. E nesse debate, o nome de Paranhos merece ser levado a sério.

Fonte: https://bntonline.com.br/os-campos-gerais-levantam-a-bandeira-por-um-senador-municipalista/

Rolar para cima