O Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital Universitário (HU) da Universidade Estadual de Londrina, no <b>Paraná</b>, faz um apelo urgente por novas doadoras. Com o estoque reduzido drasticamente para cerca de 41 litros semanais, bem abaixo da meta de 90 litros, a unidade está restrita a fornecer leite materno pasteurizado apenas aos recém-nascidos da UTI Neonatal, gerando preocupação para a saúde dos bebês mais vulneráveis.
A escassez atual compromete o atendimento de aproximadamente 360 recém-nascidos que dependem do BLH mensalmente. A enfermeira e coordenadora do Banco de Leite, Letícia Costa, enfatiza a importância de cada doação. Para ser uma doadora, a mulher deve estar amamentando, ser saudável, ter leite excedente e apresentar exames de pré-natal ou realizar novos testes. É crucial não utilizar medicamentos que interfiram na doação, nem consumir drogas ilícitas ou bebidas alcoólicas.
O processo de doação é voluntário e seguro. Após um pré-cadastro online, a doadora recebe em casa um kit com materiais e orientações. O leite pode ser coletado no horário mais conveniente para a mãe e armazenado no congelador. A equipe do Banco de Leite realiza a coleta semanalmente na residência da doadora, garantindo que o leite seja transportado em condições ideais. Posteriormente, o material passa por análise, pasteurização e controle de qualidade rigorosos antes de ser distribuído aos bebês internados.
A mobilização ganha ainda mais relevância com o “Agosto Dourado”, campanha global que destaca o leite materno como “padrão ouro” para a nutrição infantil. Ele oferece nutrientes essenciais, fortalece o sistema imunológico e reduz o risco de infecções e doenças, sendo um aliado vital para a recuperação de prematuros e bebês internados, diminuindo o tempo de hospitalização e prevenindo condições graves como a enterocolite necrosante. Durante o mês, o HU também promoverá a capacitação de 180 profissionais de enfermagem para aprimorar o suporte à amamentação.



