Uma vasta rede de lavagem de dinheiro, avaliada em R$ 2 bilhões, foi desmantelada em uma operação nacional que expôs a “terceirização” de finanças para o crime organizado. O esquema, idealizado por empresários em São José do Rio Preto (SP), visava ocultar lucros de jogos de azar e foi ativamente proposto a grupos do jogo do bicho no Rio de Janeiro. Esta notícia é de <b>relevância nacional</b>, destacando o combate a crimes financeiros que afetam a integridade econômica do país.
Os empresários Alessandro e Natan Malavasi, pai e filho e donos de uma construtora de alto padrão na cidade paulista, são apontados como os mentores do plano. A investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) revelou que eles criavam e administravam uma estrutura financeira complexa, utilizando milhares de maquininhas de cartão em bancas de jogo e videobingos. Estas estavam interligadas a empresas de fachada e registros em nome de “laranjas”, muitos deles beneficiários de programas sociais que movimentavam somas milionárias.
A operação resultou na prisão de cinco pessoas, sendo quatro em São José do Rio Preto (SP) e uma em Campo Grande (MS), enquanto dois investigados no Rio de Janeiro (RJ) permanecem foragidos. Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, e a Justiça determinou o bloqueio de bens e ativos de 18 indivíduos e empresas, incluindo contas bancárias, veículos, imóveis e criptoativos. Promotores indicam que mais de mil transações suspeitas foram identificadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), com mais de R$ 100 milhões sacados em espécie.
Conforme o Gaeco, o papel do grupo não era explorar os jogos de azar diretamente, mas sim “escoar” o dinheiro ilícito, conferindo-lhe uma aparência de legalidade e facilitando o enriquecimento dos exploradores do jogo do bicho. As investigações abrangem as movimentações financeiras entre janeiro de 2019 e março de 2026. Os envolvidos enfrentarão acusações por lavagem de dinheiro e organização criminosa, em um esforço contínuo das forças de segurança para desarticular a criminalidade financeira em âmbito nacional.
Fonte: https://g1.globo.com



