A Bolsa de Chicago registrou valorização nos contratos futuros da soja nesta sexta-feira (10), com o contrato de novembro fechando em US$ 11,81 por bushel, uma alta de 0,78%. O movimento de alta foi impulsionado pelo relatório de oferta e demanda mundial de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que, embora sem grandes surpresas, foi interpretado positivamente pelo mercado ao reforçar o cenário de demanda aquecida, fator de grande relevância para o agronegócio nacional.
Apesar do aumento na estimativa de produção da nova safra dos Estados Unidos para 121,79 milhões de toneladas, o USDA também elevou a projeção de exportações para 45,18 milhões de toneladas. Consequentemente, os estoques finais norte-americanos foram mantidos em 8,44 milhões de toneladas, um patamar que, em meio à forte demanda, sustentou as cotações da oleaginosa no mercado internacional.
A China, principal compradora global, desempenhou um papel crucial nesse cenário. O relatório do USDA revisou para cima a previsão de importações chinesas de soja da nova safra para 115 milhões de toneladas, além de elevar a projeção de consumo no país asiático para 136 milhões de toneladas. Essas revisões solidificam a percepção de um apetite robusto por parte da China, alinhado com as recentes aquisições de soja dos Estados Unidos.
No panorama global, mesmo com a produção mundial elevada para 441,70 milhões de toneladas, o USDA ajustou para cima as estimativas de importação, consumo e exportação. Esse balanço resultou em uma redução dos estoques finais globais de 124,88 milhões para 124,17 milhões de toneladas, contribuindo para a sustentação dos preços. Outros cereais como o milho e o trigo também registraram altas significativas na Bolsa de Chicago, com o milho subindo 1,99% e o trigo 3,31%, indicando um cenário geral de valorização das commodities agrícolas.
Esses movimentos no mercado internacional de commodities têm um impacto direto no agronegócio brasileiro, um dos maiores produtores e exportadores de grãos do mundo. A firmeza nas cotações da soja em Chicago reflete a dinâmica de oferta e demanda global, influenciando os preços internos e a rentabilidade dos produtores no Brasil, reforçando a importância do monitoramento contínuo desses indicadores para a economia nacional.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br



