O Sistema Faep lidera um esforço crucial para intensificar o controle e a erradicação da brucelose no Paraná, uma iniciativa destacada por sua relevância para o agronegócio local. Em uma recente reunião com representantes de associações de produtores e órgãos reguladores estaduais e nacionais, foi consenso a imediata reativação do comitê estadual sobre o tema, visando o desenvolvimento de estratégias efetivas para combater a doença. A ação sublinha a urgência em superar a inércia, com o presidente da Faep, Ágide Eduardo Meneguette, ressaltando o desafio de erradicar a brucelose após o êxito contra a febre aftosa.
A situação da brucelose no Paraná demanda atenção, conforme dados da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). Embora o estado possua 155,7 mil propriedades criadoras de bovinos, apenas 124 são certificadas como livres de brucelose e tuberculose. Em 2025, foram registrados 102 focos e 266 casos da doença, com mais 45 focos identificados nos primeiros quatro meses de 2026. A taxa de vacinação de bezerras em 2025 atingiu 70,1%, índice inferior à média nacional de 76,3%, apesar de o Paraná ser pioneiro na obrigatoriedade da vacina.
Para reverter esse cenário, o grupo de trabalho, que inclui a Superintendência de Agricultura e Pecuária (Mapa), Adapar, IDR-Paraná, Ocepar e diversas universidades, busca apresentar um plano de ações concretas até o final deste mês. Entre as medidas propostas estão a meta de vacinar pelo menos 80% dos animais em 2026, a modernização e desburocratização dos processos sanitários, e o fortalecimento da educação continuada em saúde pública. Há preocupação com as fronteiras com estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que podem reintroduzir animais não controlados, e com a necessidade de garantir a disponibilidade e distribuição adequada das vacinas em nível nacional, fator crucial para a confiança do produtor no programa de erradicação. Este esforço conjunto é fundamental para a saúde pública e a sustentabilidade da cadeia produtiva do agronegócio paranaense.



