A Câmara Municipal de Curitiba, no Paraná, aprovou por ampla maioria a abertura de uma Comissão Processante para investigar o vereador Lórens Nogueira (PP). A decisão, tomada com 35 votos favoráveis e apenas um contrário (do próprio parlamentar), visa apurar uma suposta quebra de decoro parlamentar ligada a um esquema de 'rachadinha' em seu gabinete, um termo que descreve a prática ilegal de servidores devolverem parte de seus salários a políticos ou superiores.
A denúncia que levou à instauração da comissão foi apresentada pela bancada do Partido Novo, sucedendo uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR). A investigação ganhou corpo após a divulgação de um vídeo, autorizado pela Justiça, que mostra Nogueira recebendo R$ 5,6 mil em dinheiro de uma servidora. Além disso, a operação resultou na apreensão de cerca de R$ 100 mil na residência do vereador e R$ 8 mil no endereço de uma assessora.
Em sua defesa, o vereador Lórens Nogueira negou veementemente qualquer irregularidade, afirmando que as imagens revelam uma transação financeira normal entre pessoas com uma longa relação de confiança. A defesa do parlamentar também se manifestou, declarando que a comissão processante será o ambiente adequado para o "pleno esclarecimento dos fatos" e para a demonstração de que não houve infrações.
A comissão, que será presidida pelo vereador Serginho do Posto (PSD), com Mauro Bobato (PP) como relator e Da Costa (Pode) como membro, terá um prazo inicial de cinco dias para emitir um parecer sobre a admissibilidade da denúncia. Posteriormente, serão realizadas as fases de instrução, que incluem coleta de provas e oitiva de testemunhas. Ao final do processo, se condenado por dois terços dos votos em plenário, o vereador poderá ter seu mandato cassado.
Fonte: https://g1.globo.com



