O governo federal está avançando na análise e eventual incorporação de usinas hidrelétricas reversíveis como um pilar fundamental para o futuro planejamento energético do Brasil. Essa iniciativa, de grande relevância nacional, visa dotar o sistema elétrico do país de maior flexibilidade e capacidade de resposta, diante do cenário de expansão acelerada de fontes de energia renovável que possuem geração intermitente, como a solar e a eólica.
A tecnologia das hidrelétricas reversíveis, muitas vezes chamadas de 'baterias naturais', permite armazenar energia em larga escala. Em períodos de menor demanda ou excesso de geração, a água é bombeada para um reservatório superior. Quando o consumo aumenta, especialmente no fim da tarde, a água é liberada, passando por turbinas e gerando eletricidade. O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Gustavo Ataide, destacou que o Brasil possui condições topográficas e reservatórios existentes favoráveis para o desenvolvimento desse tipo de empreendimento em diversas regiões.
A necessidade de soluções como essa é latente para a economia nacional. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) tem enfrentado crescentes desafios para equilibrar a oferta e a demanda diária de energia, particularmente durante a transição da forte geração solar do meio-dia para o pico de consumo noturno – um fenômeno conhecido como 'rampa de saída do sol'.
Embora a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) já inclua baterias eletroquímicas em seus estudos de expansão, a expectativa é que futuras edições do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) integrem também as usinas reversíveis, dada a sua capacidade operacional. Decisões recentes do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) já direcionaram a realização de análises estruturadas sobre o potencial de implantação dessas usinas em todo o território nacional, evidenciando o caráter estratégico e o impacto direto na segurança energética e econômica de todo o Brasil.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br



