Uma pesquisa global recente, com destaque para o Brasil, lança luz sobre o significativo impacto emocional do diabetes na vida dos pacientes. O estudo aponta que sete em cada dez brasileiros diagnosticados com a doença (70%) afirmam que o bem-estar psicológico é severamente afetado. Com o Brasil ocupando a 6ª posição mundial em casos de diabetes, com 16,6 milhões de adultos convivendo com a condição, os dados sublinham a urgência de uma abordagem mais integrada ao cuidado de saúde em nível nacional.
Os achados da pesquisa, realizada pelo Global Wellness Institute (GWI) em parceria com a Roche Diagnóstica, detalham que 78% dos pacientes brasileiros experimentam ansiedade ou preocupação com o futuro, e dois em cada cinco relatam sentimentos de solidão ou isolamento devido à doença. Além das barreiras emocionais, o diabetes impõe limitações cotidianas: 56% dos entrevistados no país sentem sua capacidade de sair de casa restrita, e 46% enfrentam dificuldades em situações comuns, como trânsito ou reuniões prolongadas, enquanto a qualidade do sono é comprometida para 55% dos pacientes.
Apesar dos avanços na medicina, a maior parte dos pacientes não se sente totalmente assistida pelo modelo de cuidado atual, com apenas 35% expressando confiança plena na gestão de sua condição. Diante desse cenário, a demanda por tecnologias mais inteligentes é evidente. Cerca de 44% dos consultados defendem a priorização de soluções que possam prever alterações nos níveis de glicose, e 46% dos usuários de métodos tradicionais desejam a adoção de sensores de monitoramento contínuo de glicose (CGM) para alertas preditivos.
A expectativa por tecnologias com inteligência artificial é alta, especialmente entre pacientes com diabetes tipo 1, onde 68% anseiam pela capacidade de prever níveis futuros de glicose. Segundo André Vianna, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico contínuo são cruciais. Ele ressalta que o uso de tecnologias como os sensores de monitoramento contínuo pode ser um diferencial vital, permitindo que os pacientes antecipem e ajam preventivamente contra variações glicêmicas, melhorando significativamente o controle da doença e a qualidade de vida em todo o território nacional.



