Professores da rede municipal de ensino de **Londrina**, no **Paraná**, participaram de uma importante palestra online com foco na prevenção e identificação de abuso infantil. A iniciativa, parte da Campanha Maio Laranja, reuniu a secretária municipal de Educação, Thatiane Lopes de Araújo, e a promotora de Justiça Susana de Lacerda, do Ministério Público do Paraná, para discutir o tema “Se tem silêncio não tem abuso?”, visando capacitar os docentes a agir de forma eficaz diante de revelações.
Durante a transmissão ao vivo, a promotora Susana de Lacerda destacou que a maioria dos casos de abuso sexual envolve meninas menores de 14 anos e ocorre no ambiente familiar, frequentemente perpetrado por pessoas próximas como pais, padrastos ou amigos da família. Ela enfatizou a importância da escola como um espaço seguro e fundamental para o acolhimento dessas denúncias, sendo muitas vezes o primeiro local onde crianças e adolescentes encontram coragem para relatar as violências sofridas.
A capacitação focou em orientar os profissionais da educação sobre como receber uma revelação espontânea de abuso sexual e qual o encaminhamento adequado para esses relatos. A promotora ressaltou que a forma de agir e se comportar diante de tais situações é crucial para evitar que a criança ou adolescente se sinta ainda mais culpabilizado pelo trauma, garantindo que a violência possa ser interrompida. O objetivo é que os educadores saibam acolher, proteger e encaminhar as denúncias corretamente.
A Secretaria Municipal de Educação de Londrina, em parceria com o Ministério Público, busca com esta ação fortalecer a rede de proteção. Segundo a secretária Thatiane Lopes de Araújo, é essencial que os docentes desenvolvam um olhar atento às crianças, e o Maio Laranja intensifica esse cuidado através de formações e atividades pedagógicas. A Coordenadoria de Mediação e Ações Intersetoriais (COMAI) da SME atua como um setor estratégico, oferecendo suporte às unidades escolares no acompanhamento e articulação das demandas de proteção, garantindo um fluxo estruturado para a notificação e encaminhamento de casos de suspeita ou confirmação de violência, envolvendo o Conselho Tutelar e a Secretaria Municipal de Saúde.



