Cobrança Indevida no Free Flow do Paraná Gera Impasse para Guincheiros

Proprietários de guinchos que atuam no Norte do Paraná estão enfrentando problemas com o sistema de pedágio Free Flow. Relatos apontam que veículos transportados em cima dos caminhões, considerados como carga, estão sendo indevidamente cobrados nos pórticos. A situação, que afeta cidades como Maringá, Mandaguari e Presidente Castelo Branco, tem obrigado os profissionais a adotar medidas como cobrir as placas dos automóveis para evitar que seus clientes sejam tarifados.

Os guincheiros compartilharam diversas experiências de cobranças duplicadas, onde tanto o caminhão-guincho quanto o veículo transportado recebem a tarifa. Thiago da Silva, de Maringá, relatou que uma caminhonete transportada por ele foi cobrada em Mandaguari. Após o ocorrido, ele passou a cobrir as placas. Outro profissional, que preferiu não se identificar, teve problemas semelhantes em pelo menos três ocasiões, também recorrendo à cobertura das placas para proteger os clientes. Cleverson dos Santos mencionou a cobrança de quatro veículos, incluindo um na modalidade “asa delta”, que é reboque, e deveria ser tarifado. No entanto, todos os veículos foram cobrados, levando-o a arcar com os custos para evitar prejuízos aos proprietários.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão regulador, esclarece que veículos transportados sobre caminhões-guincho devem ser tratados como carga. Dessa forma, a cobrança do pedágio Free Flow deve incidir exclusivamente sobre o caminhão-guincho, e não sobre o veículo rebocado. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) corrobora que cobrir as placas de veículos transportados não configura infração de trânsito, uma vez que eles se encontram na condição de objetos.

Em resposta aos questionamentos, a EPR Paraná, concessionária responsável pelos trechos, informou que casos pontuais de duplicidade são passíveis de correção. A empresa garantiu que as cobranças indevidas são revisadas e removidas após validação técnica por sua equipe especializada, assegurando a transparência e justiça do sistema. A concessionária orienta os usuários a entrarem em contato com a Ouvidoria em caso de dúvidas ou registros equivocados, reforçando que o sistema de pedágio eletrônico opera com tecnologia de alta precisão e monitoramento contínuo.

Fonte: https://g1.globo.com

Rolar para cima