Cacau Dispara em Nova York Impulsionado por Temores do El Niño e Cobertura de Posições

O contrato futuro do cacau registrou forte alta nesta terça-feira (19) na Bolsa de Nova York, avançando 3,06% e encerrando o pregão cotado a US$ 3.907 por tonelada. O movimento de valorização foi impulsionado por operações de cobertura de posições vendidas por fundos, após uma queda de 6% nos preços observada nas últimas três sessões, indicando uma intensa volatilidade no mercado internacional da commodity.

Apesar da recuperação, o mercado de cacau tem demonstrado instabilidade recente, com altas significativas sendo rapidamente revertidas. As preocupações com a formação de um El Niño e seus potenciais efeitos adversos sobre a produção futura na África Ocidental são fatores de suporte aos preços. Contudo, compradores mantêm cautela devido ao histórico de destruição de demanda, reformulações industriais e estoques de derivados ainda considerados confortáveis em grandes polos consumidores. Além disso, o aumento da oferta da Costa do Marfim, com um volume 1,9% superior em relação ao ano anterior, continua a exercer pressão negativa.

A volatilidade nas cotações de commodities agrícolas, como o cacau, possui relevância nacional, pois reflete a dinâmica do agronegócio global. Para o Brasil, um grande player e exportador de diversas commodities, as flutuações de preços nos mercados internacionais impactam diretamente a balança comercial, a rentabilidade de produtores e a economia. Embora o cacau não seja a principal cultura exportada pelo país, a tendência geral dos mercados de futuros influencia a percepção de risco e as estratégias de investimento no setor agrícola brasileiro.

Outras Commodities em Destaque

No mesmo pregão, o café arábica para julho valorizou-se 2,25%, negociado a US$ 2,7015 por libra-peso, recuperando-se de uma sequência de quedas e impulsionado pela redução dos estoques da ICE. O açúcar, também para julho, apresentou alta de 1,90%, fechando a 15,01 centavos de dólar por libra-peso. Em contraste, o algodão registrou queda de 1,64%, cotado a 82,33 centavos de dólar por libra-peso, reflexo da desvalorização do petróleo bruto.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

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