O mercado futuro de commodities agrícolas na Bolsa de Chicago registrou uma sessão de forte desvalorização nesta sexta-feira (15), impactando os preços da soja, milho e trigo. A principal causa do recuo foi a frustração dos investidores com a ausência de progressos significativos nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, especialmente no que tange a acordos para produtos agrícolas. Este cenário global de incertezas tem impacto direto no agronegócio brasileiro, um setor vital para a economia nacional, dada a sua relevância como produtor e exportador global de grãos.
A soja, uma das principais culturas do Brasil, viu seus contratos futuros para entrega em julho desvalorizarem 1,30%, encerrando o dia cotada em US$ 11,7700 por bushel e atingindo o menor patamar em três semanas. De acordo com analistas da Agrinvest, a falta de novidades sobre compras adicionais de soja por parte da China levou fundos de investimento a liquidarem parte de suas posições compradas. A partir de agora, a expectativa é que o mercado volte a se concentrar nos fundamentos de oferta e demanda, afastando-se de especulações.
O milho e o trigo também seguiram a tendência de baixa acentuada. O contrato futuro de julho do milho recuou 2,51%, fechando em US$ 4,5575 por bushel, enquanto o trigo para o mesmo vencimento caiu 3,38%, precificado em US$ 6,3575 por bushel. Além da decepção com os resultados comerciais entre as duas maiores economias do mundo, as previsões de chuvas sobre as principais regiões produtoras de grãos nas Grandes Planícies dos Estados Unidos contribuíram para a pressão de baixa, prometendo melhorias no balanço hídrico do solo e nas perspectivas de safra. Essa combinação de fatores externos cria um ambiente de cautela para o setor agrícola brasileiro, destacando a contínua relevância nacional dessas flutuações nos mercados internacionais de commodities.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br



