Alta do Diesel Impulsiona Preços de Combustíveis no Brasil, com Paraná em Destaque

O mês de abril foi marcado por novas elevações nos preços dos combustíveis em todo o Brasil, com o diesel S-10 se mantendo como o principal vetor de pressão sobre os custos. Apesar da continuidade do movimento de alta, um levantamento da ValeCard indica uma desaceleração no ritmo dos reajustes, especialmente após o pico observado em março, sugerindo que o mercado começa a absorver os impactos das remarcações anteriores. A situação é de particular atenção para o estado do Paraná, que registrou uma das maiores altas do país.

Dados coletados entre 1º e 26 de abril em mais de 25 mil postos credenciados pela ValeCard revelam que a média nacional do diesel S-10 subiu 6,38% no período. Contudo, a escalada foi desigual entre os estados. No Paraná, a alta do diesel foi ainda mais acentuada, atingindo 9,10%, configurando-se entre os maiores aumentos registrados, ao lado de São Paulo (+8,67%), Distrito Federal (+8,18%), Sergipe (+8,10%) e Paraíba (+8,06%). Apenas o Acre contrariou a tendência, apresentando uma queda de 5,33% no preço do litro.

Enquanto o diesel S-10 experimentou um avanço significativo de R$ 6,893 para R$ 7,333 o litro, outros combustíveis tiveram variações mais moderadas. A gasolina subiu 3,04% na média nacional, passando de R$ 6,706 para R$ 6,910 por litro, e o etanol registrou uma elevação discreta de 0,64%, de R$ 4,847 para R$ 4,878. Essa disparidade nos reajustes reforça o impacto específico do diesel na formação dos preços gerais e na economia nacional, afetando diretamente setores como transporte e agronegócio.

Marcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, explicou que a intensificação da pressão nos preços começou na segunda quinzena de março, com um pico entre o final daquele mês e o início de abril. “Neste momento, o que observamos é uma inflexão nesse movimento, com desaceleração e tendência de acomodação ao longo das próximas semanas, à medida que o mercado absorve esse choque inicial”, afirmou Braga, sobre a dinâmica dos reajustes efetivamente pagos pelos motoristas.

Apesar dos sinais de estabilização no curto prazo, o cenário ainda é considerado incerto. Braga alertou que fatores externos, como possíveis mudanças na dinâmica da Opep, podem gerar novos episódios de volatilidade e influenciar a formação de preços futuramente. Assim, o monitoramento contínuo do mercado de combustíveis é crucial para consumidores e empresas em todo o país, incluindo as que operam no Paraná, que sentem fortemente o peso desses reajustes.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br

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