Os profissionais da rede municipal de educação de Curitiba, no Paraná, decidiram suspender a greve que havia sido iniciada na manhã desta quarta-feira (8). A paralisação foi encerrada no mesmo dia, após uma assembleia conjunta do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) e do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc), que resultou em um acordo com a prefeitura. Com a suspensão do movimento, as aulas na capital paranaense estão programadas para retornar à normalidade já nesta quinta-feira (9).
A mobilização dos educadores foi motivada por uma série de reivindicações urgentes. Entre as principais demandas estavam a carência de profissionais nas escolas, que leva à sobrecarga e adoecimento dos docentes, a falta de apoio adequado para a inclusão de alunos com necessidades especiais, e a desorganização no início do ano letivo. Além disso, os sindicatos apontaram problemas estruturais em diversas unidades de ensino e a desvalorização profissional, com insuficiência de reconhecimento para educadores com formações avançadas.
Durante o período da paralisação, que, segundo o Sismuc, afetou 216 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), a Justiça do Paraná interveio. O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) considerou o movimento ilegal, aplicando multas diárias aos sindicatos e determinando o desconto salarial para os servidores que aderissem à greve, citando a ausência de esgotamento de negociações e a falta de cumprimento do prazo mínimo de aviso. Por sua vez, a Prefeitura de Curitiba afirmou ter mantido o diálogo aberto e destacou investimentos, como a contratação de cerca de 1.200 profissionais e avanços na carreira e vale-alimentação dos servidores.
Apesar do acordo, as lideranças sindicais ressaltaram que a suspensão não significa o encerramento definitivo da greve. A coordenadora-geral do Sismuc, Juliana Mildemberg, enfatizou que o movimento pode ser retomado a qualquer momento caso a administração municipal não cumpra integralmente os compromissos assumidos durante a mesa de negociação. Esta condição mantém um alerta sobre a necessidade de implementação efetiva das medidas acordadas para garantir a estabilidade na rede de ensino da cidade.
Fonte: https://g1.globo.com



