A Rota das Catedrais, um dos principais eventos de mountain bike do Brasil, transcende o mero desafio físico ao conectar Londrina e Maringá, no Paraná, em um percurso de mais de 120 quilômetros. A cada edição, este evento se firma como um palco de histórias pessoais, marcadas por resiliência, propósito e transformação, atraindo cerca de 1,5 mil participantes de diversas regiões do país. A prova, que será realizada em 2026, é um testemunho da força humana e da beleza do interior paranaense.
As motivações dos ciclistas variam amplamente, desde a busca por um limite físico até uma profunda conexão espiritual. O engenheiro agrônomo Madson Felipe Antunes, de Londrina, foi o primeiro a garantir sua vaga, vendo na inscrição antecipada um compromisso com o treinamento e a preparação. Da mesma forma, atletas como Patrícia Lacerda de Ávila, do Rio de Janeiro, e Henri Pedrosa Marques de Almeida, do Ceará, destacam a união de valores essenciais como a fé, a natureza e a autodescoberta ao longo do trajeto que passa por igrejas e capelas.
O evento também se torna um espaço para narrativas de grande carga emocional. Liane Pagotto Pascualotto, de Santa Catarina, manteve sua participação para honrar a memória do marido, que sonhava em completar a rota. Sua decisão de viajar por horas para enfrentar o percurso sublinha o significado da Rota das Catedrais como um momento de conexão profunda, superando a perda e encontrando força na jornada.
Mais do que uma competição, a Rota das Catedrais se consolida como uma experiência que entrelaça diferentes histórias em um único caminho. Com o conceito “Da terra vem a força. Da Rota, a superação”, a edição de 2026 reforça este encontro entre pessoas, territórios e vivências, transformando o percurso entre as catedrais de Londrina e Maringá em algo que vai muito além do esporte e fortalece a identidade cultural e esportiva do Paraná.



