Diretor de Trânsito da CMTU Londrina Pede Demissão em Meio a Turbulências na Companhia

Rafael Sambatti, que ocupava o cargo de Diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina, no Paraná, solicitou sua exoneração e deve deixar a função nesta terça-feira (31). A saída de Sambatti representa mais uma baixa entre os diretores considerados estratégicos da autarquia, que é responsável pelo planejamento e fiscalização da mobilidade urbana da cidade.

Sambatti confirmou sua decisão, atribuindo-a a motivos pessoais. Até que um novo nome seja definido para a diretoria, o presidente da CMTU, Renan Salvador, assumirá a pasta interinamente. A companhia tem vivenciado um período de mudanças em sua cúpula, incluindo a saída do ex-diretor administrativo-financeiro, Denilson Novaes, substituído por Cristiane Favoreto Wentz no início de 2026, e a própria presidência, que passou de Fabrício Bianchi para Renan Salvador.

CMTU Sob Ameaça de Investigações e Desafios Operacionais

A demissão de Sambatti ocorre enquanto a CMTU enfrenta um cenário de turbulência e investigações. No ano passado (2025), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) instaurou um inquérito para apurar uma possível fraude na licitação de um contrato de R$ 142 mil, destinado à auditoria das planilhas do transporte coletivo. A investigação resultou em mandados de busca e apreensão na sede da companhia e em endereços ligados a empresários, com a suspeita de que empresas da mesma família teriam participado da dispensa de licitação.

Adicionalmente, a autarquia enfrenta problemas com a licitação para a contratação de uma nova empresa de radares, que previa um valor superior a R$ 50 milhões. Publicado em abril de 2025, o edital foi suspenso semanas depois para “ajustes técnicos” e, quase um ano depois, ainda não foi republicado. No início de 2026, a CMTU também foi alvo de críticas pela deficiência na zeladoria da cidade, como o mato alto em espaços públicos, e o agravamento de incêndios no Ponto de Entrega Voluntária (PEV) do Vista Bela, que está sem contrato de limpeza desde setembro de 2025. O clima interno da companhia também reflete descontentamento de parte dos servidores com a gestão.

Fonte: https://www.folhadelondrina.com.br

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